Autor: Gerônimo Escobar



Ah ladeiras de Olinda,
de sobrados coloniais
de quantos carnavais...
A fantasia antiga
atirada ao chão
tempos que não voltam mais...
Ferida aberta, exposta
de tempestades de confete
e perfumes.

Ah anacrônica Olinda,
mas hoje andas abatida
seus sobrados são tristonhos
de ruas abarrotadas em fumaça de motor,
a igreja de São João Batista aparenta dores nas costas
e a Catedral da Sé fatigada pelo calor,
que horror!
Suas pedras estão cansadas
do peso de tantos turistas,
estás velha minha saudosa amiga...

(ou seria eu?)





Sobre o autor:
Sobre Gerônimo Escobar

Flores, frutos, fábulas (da noite)

Autor: Caetano Soares



Flores, frutos, fábulas
da noite:

          cri,
                    cri,
          cri,

me dizem os grilos

  chuá,

as quedas d'água

(estrelas não falam
me piscam os olhos)
- e a lua ilumina o palco -

Montamos um trio
- as quedas o grilo e eu -

          cri,
                    chuá,
          cri,
                    cri,
          chuá

Cantávamos

          cri,
                    chuá,

E o solo do grilo

          cri,
cri,
cri,

E depois o refrão

cri,
cri,
chuá,
cri,
chuá,

Cantávamos.





Sobre o autor:
Autor: Gerônimo Escobar



Plantas, putas, postes
papagaios no chão,
banho sujo de canal
o Capibaribe transbordou! (de novo)
Sacos de lixo velejam na avenida.
Multidões enlatadas
no caminho Centro-Mangueira.
Para o diabo os homens!
A fome cheirando cola
a esmola
expressão do esquecimento
zomba nas praças,
e tudo acontece sob o mesmo céu
em que escrevo essas letras...

(Ó cidade pobrezinha
da riqueza irregular
de águas tão quentes
e almas sem lar).





Sobre o autor:
Sobre Gerônimo Soares

Autor: Gerônimo Escobar



Atirarei minhas roupas
para serem comidas por ratos
nas ruas sujas de minha cidade.
Pobreza, violência, asfalto.
A miséria humana desconhece limites,
escara social
crianças no esgoto
se prostituem no sinal
merda humana na parede,
e tudo parece normal.




Sobre o autor:
Sobre Gerônimo Escobar
Autor: Caetano Soares




As estrelas
  no orvalho,
são poesias
na mão.

Escrevo com sentimento
não com gramática,
a gramática é inútil,
e os termo isolados
nada dizem.

                                                 Na relação
  das partes
se cria
  o amor
em letras
  e dor
do ponto
de vista
de dentro
do brilho
do olhar.
Talvez,
(penso eu)
que deva
sorrir mais
plantar flores
no quintal
e aceitar
toda a vida
do canto
dos pássaros
do bater
das asas
de meu
coração.
(fim.)






Sobre o autor:
Sobre Caetano Soares 

Sobre Fernanda Flores

"Flor", como é conhecida pelos amigos, nasceu na cidade do Rio de Janeiro sob a data de 03 de dezembro de 1980.
Adora viajar, e tem um carinho pelo Oriente. Morou 3 anos na Austrália, mas retornou quando engravidou. Mãe solteira, diz que descobriu o amor quando viu seu filho pela primeira vez.
Carioca de pele dourada, gosta de praia, samba e chopp com os amigos.
Formada em História pela UERJ, leciona aulas para o ensino fundamental em uma escola de São Gonçalo.

Sobre Gerônimo Escobar

Funcionário público aposentado, nasceu ao dia 14 de agosto de 1945 na capital de Pernambuco, Recife.
Sempre foi bom leitor, mas se aproximou da literatura e em especial pela poesia após aposentado, hobby adquirido para passar seus dias.
Casou-se uma vez, mas após pouco sua esposa veio a falecer, nunca tiveram filhos e depois de viúvo não casou novamente.
Passa seus dias entre livros e o dominó com os amigos na praça.
Ao que se lembra, nunca foi além das fronteiras do estado de Pernambuco.

Sobre João Mário

João Mário nasceu ao 07 de setembro de 1985 em João Pessoa, Paraíba.
Na adolescência mudou-se com a família para São Paulo, reside hoje em Sorocaba.
Contista de espírito, desde a infância inventava histórias em quadrinhos, embora fraco para fazer os desenhos, a vontade de contar histórias já estava lá, e não mudou até então.
Fã de Jorge Amado e Machado de Assis, trabalha em um banco. Gosta de acampar, em especial nas praias de Ubatuba onde diz haver um "ar mágico."

Sobre Caetano Soares


Caetano nasceu ao dia 25 de fevereiro de 1988 na Capital Federal. Mudou-se aos 4 anos para o interior de Goiás, onde reside até os dias atuais.
Pegou o gosto por poesias de seu pai, que também escrevia.
Fã de Neruda, "escrevo com sentimento", como ele próprio coloca.
Tem como inspiração os vastos campos e rios e cachoeiras que permeiam seu estado; vê na natureza sua essência poética.
Trabalha no comércio da família e seu sonho é cursar uma faculdade de letras.

Sobre Maurício Barros

Soy yo