o cigarro ao cinzeiro
queimava
pouco a pouco
céu amarelo cinzento

fumaça dançando
em ritmo solene

de tempo em tempo,
um trago desferido

tudo era silêncio,
ouvia a chuva
o grilo
a rã

ao fundo motores
com pessoas apressadas

a cinza jazia
em suave compasso
nem mesmo o vento ousava intrometer-se

uma árvore atônita assistia à cena
balançou sua copa em sinal de reprovação
- O que sabes? tola palmeira plantada à minha porta.
nada respondeu.

a árvore entendia melhor as coisas

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