Autor: Gerônimo Escobar
O som longínquo de Capiba
é um sopro de esperança
no peito da criança
que dança sob o sol.
As cores alegres da fantasia
ofuscam os tons opacos da realidade.
Mesas na calçada, cachaça nos copos
suor nas mangas da camisa,
lotações que fazem jus ao nome
desembarcam corpos na labuta diária,
a praça esquecida, em cacos,
lar de lixo e ratos.
Capiba não para, se amplifica
a criança sorri, autenticamente ao impossível
ensaia uns passos, uma parada, mais nada,
pele escura do sol, grossos pés descalços.
Quanto tempo passou?
Mas Capiba parou...
A fantasia morre ao silenciar
resta o medo ao redor
e a praça, seu lar.
(era apenas um dia qualquer)
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