Autor: Gerônimo Escobar



Ah ladeiras de Olinda,
de sobrados coloniais
de quantos carnavais...
A fantasia antiga
atirada ao chão
tempos que não voltam mais...
Ferida aberta, exposta
de tempestades de confete
e perfumes.

Ah anacrônica Olinda,
mas hoje andas abatida
seus sobrados são tristonhos
de ruas abarrotadas em fumaça de motor,
a igreja de São João Batista aparenta dores nas costas
e a Catedral da Sé fatigada pelo calor,
que horror!
Suas pedras estão cansadas
do peso de tantos turistas,
estás velha minha saudosa amiga...

(ou seria eu?)





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3 comentários:

  1. Como assim??? Parece que esteve em Olinda, tipo, ontem! E há quantas estás longe dela? Vc finge bem demais...

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  2. ps: eu dou o nome para isso de "etno-psicografia".

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  3. Pois é, é o Gerônimo né, veiaco de recife, rsrs

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