AUTOR: CAETANO SOARES

Autor: Caetano Soares



Janela,
           janela
                    minha.

Que decerto haveria,
                                  para além de seu trinco?

Estaria ali
                fora
                       o mundo?

Pássaros?
Vida?
Morte?

Que escondes por detrás
quadrado buraco de minha parede?

Muito imagino, que lindo;
campos, sóis, troncos no jardim...
Mas não a abro.

Não       não
       não       abriria.
           

Que decepção seria abri-la
e ver o que há.

De minha cadeira
na minha paz fechada janela
posso tudo imaginar
que há
e que não há.

Imaginar é conceber.




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