Impermanência é lei



A água corre o rio, enfrentando pedras e corredeiras, cascatas e vales tortuosos, alcança seu objetivo quando se vê em mar aberto. 
Sob o sol sobe aos céus e se condensa em nuvem. Essa cada vez mais densa escurece-se, e quando não se aguenta rompe ao som de trovoadas. 
A água agora flutua pelo ar em seu caminho de volta a terra, enche a jarra que molha o vaso, nutrindo a semente e dando vez para nascer uma linda flor... Amor!
Mas um bichano descuidado em sua caça ao rato, esbarra no vaso levando-o ao chão. Terra e cacos por todo lado, uma lambança.

E o que saber a respeito de gatos, ratos e vasos?

O rato escapou feliz, o gato de barriga cheia, na verdade caçava apenas para divertir-se, mas a flor, bem, essa se foi para sempre!
Não sei ao certo quem me ensinou, se foi o gato ou sua caça, a nuvem ou o mar, mas aprendi. Miro em cada flor que ainda verei, um vaso já quebrado, e qualquer minuto a seu lado é uma bênção!

Impermanência é lei, eu sei, eu sei...

(...)

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