Ei moça, abra a janela
Cá estou embaixo,
Cantando-lhe uma serenata
Samba mudo, sem notas.
(Espero que gostes)
Erro de cálculo do tempo,
Deu-se um encontro desencontrado.
(Faz sentido?)
Dois corações quebrados
Uma mesma lágrima.
Ah se tu soubesses...
(Dê tempo ao tempo, dizia meu avô)
Sei que choras em segredo,
Mas quando cansares
E sua última lágrima secar,
Abra a janela.
-Escuta os pássaros?
É a vida!
Herdeira da primavera
Novos planos e olhares.
Só espero que não me acuse,
(Por judiciário da razão)
De inventar paixões tolas.
Pois essas nunca o são
Mais vale uma alegria,
Um poema...
Depois de tudo,
Quando a luz entrar,
Então quem sabe...
Seus pulmões cheios de ar
Poderíamos dividir o calor
Somar lábios,
Multiplicar sorrisos,
Subtrair tristezas,
Poderíamos...
Mas deixemos de matemática.
(Bem sabes que não sou pra números)
Lado a lado
Antes bem acompanhado que só
Você vai ver!
Então por último, moça
Esqueçamos as palavras
(Essas já estão gastas)
Pertencem ao passado.
A luz nos olhos fala mais,
Preocupa-se com depois
E quando acordar amanhã,
Ainda cedo,
Apenas tente se lembrar
Desse que lhe escreve,
Em sereno silêncio
Uma serenata muda.
Ei moça...
(Poemas valem à pena)
Nenhum comentário:
Postar um comentário